20 de mar de 2015

BEBÊS E PETS

Olá novamente!!

Mais uma vez decidi mudar um pouco o assunto da coluna de hoje, já que acho que o nome da mesma, Criança Bem Cuidada, me permite falar de uma variedade bem grande de assuntos. Assim, este tema surgiu das inúmeras fotos e vídeos que tenho visto postadas nas redes sociais mostrando a convivência de bebês e os pets de suas famílias. Já vi fotos e vídeos lindinhos, mas eu, particularmente, não sou nada a favor desta integração para bebês e crianças muito pequenas, talvez meu receio tenha aumentado porque há alguns anos fui mordida por um labrador da família e tive vários problemas por causa deste incidente. Sendo assim, resolvi escrever sobre o tema e para ajudar a nos esclarecer, pedi a ajuda da Mariana Brochier, mais uma amiga, que por acaso é veterinária.

A primeira coisa que temos que lembrar é que seu bichinho já era o dono do pedaço muito antes da chegada do seu bebê. Portando, é importante entender o que fazer ou como fazer para que o bichano não estranhe a chegada do novo integrante da família! Afinal de contas, você assumiu o seu pet como integrante da família e simplesmente descarta-lo agora não deve ser uma opção.

Falando dos pets mais comuns, os gatos são mais independentes e por isso tendem a não ligar muito para as mudanças, a não ser que elas afetem diretamente a rotina deles, eles costumam ser indiferentes, a interação com o bebê pode ser quase nula, mas isso pode mudar de gato pra gato, tem raças que são bem carinhosas. Já os cães podem ser mais sentimentais e sentem muito mais a perda de território para o bebê, podendo ter crises de ciúmes, as quais devemos ficar bem antenados! Em compensação, quando eles se sentem seguros e amados, demostram até que precisam “ajudar” a cuidar do pequeno ser que chega!

Preparando a chegada do bebê
Pra começar, é fundamental que a rotina do seu animalzinho seja alterada minimamente, que o lugar onde ele descansa e se alimenta e seus objetos continuem no mesmo lugar de sempre. Além disso, quanto mais tempo ele tiver de convivência, mais se sentirá desnorteado pelas mudanças, devido seu costume de marcar território, seja a poltrona do escritório, que agora virou poltrona da mamãe, e o próprio escritório, virando quarto do bebê.

Quando começar a montar o quartinho, leve seu pet até lá, mostre o berço, as roupinhas, acostume-o aos poucos ao novo ambiente. Se for fazer mudanças drásticas na sua casa, faça aos poucos, e deixe ele participar de perto, vá mostrando o que está sendo modificado. Dê um tempo para ele se adaptar. 

Hora da chegada
Combine com seu marido ou com algum familiar de acompanhar seu pet para uma aproximação, bem aos poucos, e com uma distância segura, mostre ao seu pet o bebê, deixe que ele sinta o cheiro e reconheça o novo membro que chegou. Se for possível (pois sabemos que nem sempre é), faça as apresentações já no primeiro dia, pois do contrário, seu bichinho pode entender como traição, ficar ressentido ou desconfiado e não aceitar bem a mudança. Uma coisa que você pode fazer, é deixar um minuto o bebê com seu marido ou familiar, e ir cumprimentar seu bichano sozinha primeiro, dar uns minutinhos de atenção e explicar que vai apresentar alguém a ele, e só depois chamá-lo para ver a criança. Importante: evite os movimentos bruscos com o bebê, como levantá-lo e girá-lo na frente de cães, eles podem pensar que é uma brincadeira e acabar machucando.
Outra ideia é apresentar primeiro uma peça de roupa (ou fralda) dele ao animal, deixando que o cão ou gato se acostume com o cheiro.

Evite mudanças bruscas de hábitos
Um bebê com certeza ocupará a grande parte do seu tempo. Se antes esse tempo era todo dedicado ao cão ou gato, faça uma mudança gradual.
Adeque sua rotina, mesmo antes do parto, para que o animal não associe a chegada do bebê a uma mudança negativa em sua vida.
Dê muita atenção ao seu pet, pois a falta dela gera mau comportamento. Leve o seu cão para passear, diariamente, fora de casa, isto evita o stress.

Convívio diário
Deixe que o pet e o bebê se aproximem gradualmente, mas lembre-se que o convívio deve ser sempre supervisionado por um adulto. Os bebês podem ter reações bruscas que venham a assustar o animal e provocar um acidente.

Alergias
O medo do desenvolvimento de alergias é outro fator que leva muitos futuros pais a se desfazerem do pet. Estudos mostram, entretanto, que as crianças que convivem com animais desde cedo amadurecem o sistema imunológico mais rápido e são, na verdade, menos predispostas a se tornarem alérgicas.

Aspecto Sanitário
A Mariana ressalta que é muito importante manter o seu pet sempre vacinado e desverminado, de acordo com as instruções do médico veterinário. De maneira geral, cães e gatos devem ser vacinados anualmente com vacina anti-rábica e polivalente; já as desverminações devem ser feitas pelo menos 4 vezes ao ano.

Segundo ela, também é fundamental que as fezes dos pets sejam recolhidas o mais rápido possível, para evitar qualquer “acidente”, principalmente quando a criança já conseguir se movimentar sozinha pela casa. Nem vou entrar na questão dos banhos semanais, porque isso é básico.  Além disso, é importante saber que é muito raro adquirir toxoplasmose dos gatos e que eles não são a principal fonte de contaminação da doença.

Para finalizar, antes de entrar em desespero e querer se desfazer do seu pet por causa da chegada do seu bebê, pense bem nas possibilidades, converse com seu médico, com o veterinário, é muito importante conhecer as características da raça do seu bichano, pois infelizmente, às vezes acontece uma incompatibilidade mesmo, aí não tem jeito! Mas é legal tentar fazer com que essa relação dê certo, pois seu bebê crescerá amando os pets tanto quanto você ama!

Mais uma vez esperamos que tenham gostado!!

Até a próxima sexta-feira. 

Um comentário:

  1. Gostei muito dos esclarecimentos, a Alice tem rinite e por isso nunc ame atrevi a ter um cachorro em cas apor medo de alguma crise, ela dora animais, mas vou repensar. bjs e tem novidades no Poesia

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