12 de dez de 2014

BISFENOL A EM MAMADEIRAS

Olá... novamente já chegou o dia do nosso encontro! E nesta sexta-feira resolvo falar de um assunto mega importante: a presença de bisfenol-A (BPA) na produção de mamadeiras. Talvez vocês sejam mais alerta a isto do que eu, possivelmente por causa conversas com as amigas mamães, pediatras e afins, mas hoje pela manha olhei a reportagem no Bom Dia Brasil e resolvi falar um pouquinho sobre o assunto. Para me ajudar hoje chamei uma colega do mestrado que trabalhou com a remoção do bisfenol-A de águas residuais, a Nathália Haro.

A HISTÓRIA DO BISFENOL A
O bisfenol A foi sintetizado como estrogênio sintético pela primeira vez em 1891, na Rússia, mas como existiam outros estrogênios artificiais mais potentes, ele foi esquecido.  Em 1930, voltou a ter suas propriedades investigadas e em 1950 fez seu retorno aplicado em policarbonatos usados para fabricar garrafas plásticas e para revestir o interior de latas de refrigerante. Nos anos 1970, surgiram as primeiras suspeitas sobre seus malefícios. Mesmo assim, sua aplicação em plásticos só aumentou, e hoje em dia é onipresente em produtos feitos de policarbonato transparente, além de ser um negócio altamente lucrativo. Estima-se que cerca de 90% das pessoas têm BPA no organismo.

No Brasil, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) lançou uma consulta pública para aperfeiçoar e rever a regulamentação para a fabricação e venda de mamadeiras. Entre os requisitos, está a proibição do uso do bisfenol A na composição desses produtos.
Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que mamadeiras fabricadas no Brasil ou importadas não poderão mais ter a substância bisfenol A. A decisão da agência reguladora teve como base estudos que apontam riscos à saúde decorrentes da exposição à substância – mesmo em níveis inferiores aos que atualmente são considerados seguros. O bisfenol-A é usado na produção do policarbonato, um tipo de plástico, transparente e resistente e este é usado na fabricação de produtos plásticos, como potes, escovas de dente, copos, cadeiras e no revestimento interno de latas. 

Estudos no exterior sugerem que, mesmo em quantidades pequenas, o BPA pode causar problemas neurológicos e hormonais, principalmente em bebês e crianças pequenas.

Ele tem sido associado ao aumento da freqüência da síndrome de hiperatividade, também associado ao desenvolvimento da puberdade cada vez mais precoce no sexo feminino e, na vida adulta, os meninos expostos poderão desenvolver infertilidade. Em adultos, o BPA foi relacionado a câncer de mama, distúrbios no coração e obesidade. Essa substância também é usada para fabricar vasilhas, copos plásticos. Mas esses itens continuam liberados.

Entretanto, a maior preocupação é com as crianças por conta da imaturidade do sistema dela de eliminação. De metabolizar e eliminar esse material. Neste caso, o mesmo poderia ser transferido aos pequenos quando aquecemos líquidos dentro da mamadeira, como o leite, por exemplo, esta desloca seus componentes (dentre eles o bisfenol) para o líquido, sendo assim, o alimento vai ficar contaminado pelas substâncias presentes no plástico da mamadeira.

As mamadeiras com BPA já foram banidas da União Européia, na China, no Canadá e em estados americanos.

Assim, como podemos evitar o “contato” com o BPA?? Podemos verificar a presença neste composto no rótulo e evitar todo produto que contenha policarbonato e os números 3 ou 7 no símbolo da reciclagem que geralmente vai embaixo da embalagem. Se o produto não trouxer essas informações, na dúvida, é melhor evitá-los, principalmente os plásticos transparentes e mais duros (eles geralmente são feitos de BPA, embora não seja uma regra). Além disto, a substância também é encontrada em garrafas squeeze, e alguns tipos de papel filme. 

Resumindo, o uso do bisfenol A não é algo impossível de ser evitado. Basta rever alguns hábitos, substituir os produtos que contêm a substância e prestar atenção redobrada aos rótulos de mamadeiras e utensílios de plástico.


Mais um alerta feito, espero que as informações tenham ficado claras e tenham ajudado.

Beijão


4 comentários:

  1. Gostei muito desse post esclarecedor! Eu estava mesmo precisando saber um pouco mais do bisfenol A. Confesso que sabia muito pouco
    Dani, obrigada pela visita lá no meu blog. Estava com saudade
    Beijos

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  2. Não sabia, vou observar
    na hora da compra tenho que
    comprar agora esse mês

    Linda Tarde de Sábado
    beijokas da Nanda

    Mamãe de Duas
    Google+Nanda

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  3. Observava sempre na hora de comprar. òtimo esclarecimento

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  4. Tem muitas novidades no blog Dani, passa lá bjs

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