21 de nov de 2014

DISTÚRBIOS ALIMENTARES NA ADOLESCÊNCIA

Olá!!! Já é sexta-feira e eu estou aqui novamente para falar de um assunto bem sério. Para começar vou admitir para todas vocês que eu acho ridícula aquela mulher que diz que é contra a ditadura magreza pregada pela mídia e que se diz feliz e satisfeita com o próprio corpo acima do peso!! Balela: se nos dessem a oportunidade de escolher entre um corpo magro e em forma X estar acima do peso (com "pneuzinhos", "bordas de catupiry" e roupas apertadas) eu poderia apostar qual seria a resposta de todas!!! Mas em contrapartida, não adianta de nada ser magra, definida e sarada e não ser saudável! Tendo dito isto, vamos para o tema de hoje: distúrbios alimentares. 

Os distúrbios alimentares são doenças psiquiátricas, tendo na sua origem a interação de fatores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais. Caracterizam-se, fundamentalmente por alterações significativas do comportamento alimentar. Ocorrem predominantemente nos países industrializados, tendo uma incidência menor nos países pouco desenvolvidos e fora do mundo ocidental, além disto, são encontrados em todas as faixas etárias, no entanto o maior número está registrado em adolescentes (eis o motivo de falarmos deste assunto hoje) e muitos daqueles que descobrem que têm um distúrbio alimentar mais tarde na vida percebe que tudo começou na sua adolescência. 

Os distúrbios alimentares podem ser classificados em dois tipos: quando você come demais e quando você come pouco. Existem muitas causas para estes distúrbios, tais como: a auto-estima, querendo caber em um grupo ou equipe, o stress, a vontade de se destacar de uma forma ou de outra e assim por diante, portanto conclui-se que os transtornos alimentares, apesar do nome, têm mais a ver com sentimentos do que com a comida.

Há três tipos de transtornos alimentares: a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar. Resumidamente pode-se dizer que: 
  • Anorexia: uma condição na qual a criança se recusa a comer quantidades adequadas de calorias de um medo intenso e irracional de ficar gordo. Crianças e adolescentes com anorexia têm uma imagem distorcida do corpo e vêem-se como obesos, mesmo quando eles estão perigosamente magros. Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental, cerca de um em cada 25 adolescentes e mulheres têm anorexia na sua vida. A maioria vai negar que eles têm um distúrbio alimentar. 
  • Bulimia: um estado em que uma criança come compulsivamente num curto espaço de tempo, sentindo-se revoltado e envergonhado depois de comer compulsivamente, retira a comida por vômito, laxantes, pílulas de dieta, diuréticos ou enemas para evitar ganho de peso. Depois de vomitar os alimentos, eles sentem-se aliviados. Como as crianças e adolescentes com anorexia, os jovens com bulimia também temem o ganho de peso e sentem-se extremamente infelizes com os seus corpos. 
  • Compulsão alimentar: é semelhante à bulimia. A ingestão descontrolada de grandes quantidades num curto espaço de tempo, até o ponto de desconforto, mas neste caso não provoca o vômito. Como resultado, eles tendem a ficar acima do peso ou obesos. 
Fonte. 

Em crianças e adolescentes, os transtornos alimentares podem se sobrepor. Por exemplo, algumas crianças alternam entre períodos de anorexia e bulimia. Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP, que entrevistou 1.167 alunos, com esta verificou que 12,2% dos entrevistados tinham algum tipo de comportamento de risco para transtornos alimentares, como restrição alimentar, compulsão alimentar e purgação (uso de laxantes). Além disso, constatou que 31,9% deles utilizam as chamadas práticas não saudáveis para controle do peso. Entre elas estão comer pouca comida para emagrecer, usar substitutos de alimentos como shakes e suplementos, tomar remédios para tirar o apetite e mesmo fumar cigarros. 

Independente da idade, todos os distúrbios alimentares podem levar a uma série de graves problemas físicos e até morte. Se você notar qualquer coisa estranha no seu filho/a, chame o seu médico imediatamente. Os distúrbios alimentares não são superados através de força de vontade. É importante lembrar que, independente da doença, melhores resultados ocorrem quando os distúrbios alimentares são tratados em estágios iniciais. 

Por último, a coisa mais importante para uma vida saudável é comer, pois todos nós precisamos comer para manter nossas atividades diárias, independente de que fase da vida nos encontramos. Todas as funções metabólicas do nosso corpo dependem de comer, mas não é só comer e, sim, se alimentar corretamente, abusando de alimentos nutritivos e saudáveis. Portanto, é o que sempre falo: vamos prestar mais atenção no que estamos ingerindo e ensinando aos pequenos.

Mais uma vez, espero que tenham gostado!!

Beijos e até a próxima semana.


2 comentários:

  1. cada vez fico mais preocupada com isso. As meninas estão apresentando esses disturbios cada vez mais precocemente

    http://meus-sonhos-meus-pesadelos.blogspot.com.br

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  2. Oi... verdade... acho que os "extremos" estão cada vez mais presentes!

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